O que eu sinto não é compreensível,
nem um pouco medido, simplesmente existe...
Eu sinto e ninguém se interessa
ou tão pouco acredita...
Mais a cada novo nascer do sol
ou tão pouco acredita...
Mais a cada novo nascer do sol
mais intenso, ele sobrevive a todos.
Deixando um pouco me dominar
meu chão fica instável e eu caio aos prantos...
A vida nós traz grandes surpresas eu sempre me dizia. Quando percebe que tudo era consequência do passado resolve apaga-lo para sempre. Mais quantos mais corria atrás de um futuro, meu presente ressuscitava o passado.
Minha mãe sempre me dizia: “Se queres excluir teu passado, viva cada instante Cassandra.” Mais quem houve a mãe?
Hoje quando caminho no campo de girassóis venho que fui imprudente e impaciente. Enquanto poderia viver e sentir, chorei e lamentei.
Nestes últimos dias de minha existência que compreendo o que minha mãe dizia, ela não era uma sábia e tão pouco filosofa, mais tem grandes ensinamentos. E agradeço por ter tentado.
Procuro me aproximar do meu passado e terminar o que não tive coragem. Dizer verdades doí, mais doí mais a simples omissão. Tudo que a para explicar irei explicar...
As borboletas que aqui sobrevoam me mostra que estamos sempre em metamorfose, aproveitando este momento irei mudar a cada minuto, para ser lembrada como a mulher perfeita, que sempre te amou e fez o melhor por te. Quero ser lembrado pelo o que fiz, não pelos sonhos que alimentei, pelos sentimentos que sente, não pelos que poderia ter conhecido, pelo amor que te dei, não pelo que esperava receber... Quero ser lembrada por você e não pelas pessoas que são insignificantes, comparadas ao que sinto por você...



