Conto de uma feiticeira I


Esse era para ser mais um dia qualquer, mas algo estranho mudou tudo. É engraçado como as coisas acontecem, quem diria que seria logo eu, uma pobre criança.



Vamos relembrar aquele belo dia, era uma sexta-feira de inverno e fazia muito frio. Para ser mais precisa era 13 de junho de 2007, sim uma sexta-feira 13. Mas o que assombra não era a sexta 13 mas sim a bela e gigante lua cheia no céu.
Como pode tudo mudar perante os acontecimentos? Sempre me sentei embaixo daquela arvore nas noites triste e solitárias desses meus 16 anos, única coisa que se sucedia era meditação e energização de minha parte, Mas naquele dia algo me vigiava. Não... Não era uma pessoa, nem algo visível, mas dava para sentir sua presença e tudo isso me causava arrepios, mesmo eu sendo uma feiticeira.
Estava começando a tremer de frio e medo, ou só medo não lembro ao certo, mas comecei a caminhar rumo minha casa, sim ela parecia mais distante e a rua mais tenebrosa. A presença me seguia e perdida comecei a correr desesperada, nenhuma pessoa nada da minha casa, e algo forte querendo me forçar a parar mas eu tinha uma grande energia para lutar contra esse magnetismo.
A cada distancia eu ficava mais fraca e minha energia estava acabando, eu só queria proteção e foi neste momento que comecei a orar a Deusa, muito desesperada sem perceber parei e ao chão sentei.
Quando acordei de um transe estava numa floresta deitada em uma cama de folhas, sozinha presa ao chão tentando lembrar o que houve. Lembranças vinham vagas mas rápidas, lembrava-me da Deusa me abençoando e eu de joelhos a sua frente, ela me entregando uma missão, há de carregar um filho que será a reencarnação do escolhido, sou a feiticeira que carregará o menino que mudará o destino do fim da terra. Mas, tudo isso poderá destruir meu relacionamento e todos meus planos, medo é a única coisa que sentia.
Meu corpo arrepiado, sentia leves toques de uma mão invisível, beijos, caricias, coisas que só meu namorado0havia me feito sentir, sussurros em meu ouvido diziam palavras lindas e de paz. Com o tempo os arrepios de medo se transformaram em prazer, e me entreguei por completo.
Uma noite de prazer com um ser que não conhecia, não sabia quem era. Nua e atordoada sai floresta dentro perdida, o que pensariam de mim se chegasse gravida sem um pai para meu bebê? O que vou fazer sobre tudo isso Deusa, meu amado nunca asseitará. Entrei em transe novamente e quando acordei  estava em meus aposentos deitada nua. Fui ao banheiro tomei um banho, me refresquei e me coloquei a meditar.
Uma força existente dentro de mim começou a se comunicar, ela puxava minha energia como um vampiro suga sangue. Ela me enfraquecia, me chamava de mamãe e pedi mais força, mais energia. Foi assim que percebe que era meu filho e se alimentava de luz.
A barriga crescia a passos largos, já não podia esconder por muito tempo, uma semana parecia um mês e o bebê querendo mais e mais, já não sugava só a minha energia mas a de todos perto de mim. Por esse motivo já não saia de casa, mal do meu quarto e uma viagem estava marcada, iria me esconder até o dia do parto.
Meu amado? Esse não tinha mais noticias desde nossa ultima noite de amor e assim esperava que continua-se -, especulações sobre uma grave doença pairava no mas ninguém perguntava meus pais por medo ou mesmo pena. Quando a noite caiu sobre a cidade peguei minhas malas e segue meu caminho sem mesmo olhar para traz. Mas oito semanas e estaria de volta se este ser dentro de mim continua-se acrescer assim.
Minhas meditações e conversas com a Deusa ficaram mais frequentes, o meu filho me conquistava a cada dia mais, não o entregaria ao destino iria o proteger, mesmo que contra a Deusa eu iria lutar.
Semanas passam voando, mas as minhas pareciam eternidades. Dores, enjoou e fraqueza tomavam conta, mas enfim chegou o dia. Uma dor infernal tomou conta do meu ser, quando peguei ele em meus braços seus lindos olhos tinham um brilho especial. As forças do mal vieram busca-lo mas não o entreguei.
A Deusa super irada veio a mim me obrigar entrega-lo mas não podia, ele era fruto do meu ventre e estava disposta a guerra...
Continua...

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